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	<title>Calango Music</title>
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	<description>Saiba mais sobre seu equipamento, dicas de setup, técnicas e muito mais!</description>
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		<title>Brilho nos trastes</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 21:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Gomes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Contrabaixo]]></category>
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		<category><![CDATA[manutenção]]></category>
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		<description><![CDATA[Engana-se quem pensa que manter os trastes sempre reluzentes é pura frescura. Trastes brilhantes não são apenas uma mera questão de estética e higiene. Quando limpos e conservados são a garantia de maior facilidade na execução de técnicas como bends. No entanto, fica a pergunta: qual a melhor maneira de deixá-los sempre impecáveis, livre de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Engana-se quem pensa que manter os trastes sempre reluzentes é pura frescura. Trastes brilhantes não são apenas uma mera questão de estética e higiene. Quando limpos e conservados são a garantia de maior facilidade na execução de técnicas como bends. No entanto, fica a pergunta: qual a melhor maneira de deixá-los sempre impecáveis, livre de zinabre e gordura?</p>
<p>Alguns “manuais” de lutheria aconselham o uso de esponja de aço na manutenção dos trastes. Porém, o uso deste material pode ser uma “faca de dois gumes”: ao mesmo tempo em que ele remove a sujeira pode riscar e gastar os trastes, fazendo com que o instrumento “trasteje” ou perca sutilmente a afinação. Portanto, o mais indicado é fazer a manutenção utilizando apenas um frasco de limpa metais (como Brasso ou Kaol), estopa e fita-crepe.</p>
<p>Abaixo, explicarei passo a passo a forma mais correta de limpar os trastes:</p>
<p>• Remova todas as cordas do instrumento.<br />
• Com a fita-crepe, cubra todas as casas da escala de seu instrumento, deixando apenas os trastes expostos.<br />
• Certifique-se de que a madeira da escala está bem protegida e isolada.<br />
• Embeba um chumaço de estopa no limpa metais.<br />
• Esfregue o produto contra os trastes. Note que a estopa logo ficará escura. Este é o momento de substituí-la por outra limpa, para que o resultado do trabalho seja satisfatório.</p>
<p><strong>Um conselho:</strong> só faça a limpeza antes de regular seu instrumento, pois o ato de remover as cordas de seu instrumento com certeza alterará, no mínimo, o ajuste do tensor e a afinação das oitavas.</p>
<p>Espero que tenham gostado das dicas</p>
<p>Abraço e até mais</p>
<p><strong>Vitor Gomes</strong> é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.</p>
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		<title>Potencialidades das madeiras</title>
		<link>http://www.calangomusic.com.br/blog/2010/02/28/potencialidades-das-madeiras/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 23:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No texto anterior, conhecemos as madeiras mais utilizadas na construção de instrumentos musicais. Agora, falaremos um pouco das potencialidades sonoras e características de cada espécie. Existe uma série de fatores que influem nesta questão, como densidade, dureza, flexibilidade, tempo de velocidade de propagação sonora, freqüência de vibração, ressonância, umidade entre outros. No entanto, a intenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No texto anterior, conhecemos as madeiras mais utilizadas na construção de instrumentos musicais. Agora, falaremos um pouco das potencialidades sonoras e características de cada espécie. Existe uma série de fatores que influem nesta questão, como densidade, dureza, flexibilidade, tempo de velocidade de propagação sonora, freqüência de vibração, ressonância, umidade entre outros. No entanto, a intenção deste texto não é apresentar dados estatísticos nem mesmo um amplo estudo sobre o tema, mas um breve comentário sobre as características das madeiras mais utilizadas na confecção de instrumentos elétricos.<br />
 <br />
<strong>Alder</strong> – Madeira de baixa densidade. Muitos músicos não gostam da sua aparência estética, mas concordam que ela favorece os médios e agudos. Segundo o estudo do engenheiro florestal Gustavo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 4836 metros por segundo.</p>
<p><strong>Ash –</strong> Por ser uma madeira de densidade média, um instrumento com corpo feito em Ash é certamente mais pesado do que um em Alder, característica que favorece os médios e agudos. De acordo com o trabalho de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 4875 metros por segundo, neste aspecto é bastante similar ao Alder.</p>
<p><strong>Basswood –</strong> Madeira extremamente leve. Utilizada na construção de corpos de guitarras maciças, como alguns modelos da Fender fabricados no Japão. Segundo a pesquisa de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 5687 metros por segundo, excelente número.</p>
<p><strong>Cedro –</strong> Esta madeira nacional é bastante utilizada pelos instrumentos Tagima fabricados no Brasil. De densidade média, esteticamente esta madeira é bastante similar ao mogno. Porém, sua velocidade de propagação sonora é superior. De acordo com Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora do Cedro é de 4639 metros por segundo, enquanto a do mogno é de 3464 m/s.</p>
<p><strong>Ébano –</strong> Trata-se de uma madeira africana muito rara. Por ser de alta densidade e cara, é utilizada apenas nas escalas de instrumentos “top de linha” ou feitos por luthiers. Segundo pesquisa, a velocidade de propagação sonora é de 4333 metros por segundo.</p>
<p><strong>Jacarandá (Rosewood) –</strong> Madeira de alta densidade. Dentre os jacarandás, o mais apreciado é o baiano (nacional). Assim como o Ébano é usado nas escalas dos instrumentos. De acordo com o estudo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 3590 metros por segundo.</p>
<p><strong>Maple –</strong> Esta é uma madeira que é utilizada tanto no braço quanto no corpo. Em alguns casos é possível encontrar, ainda, escalas feitas com essa madeira &#8211; embora, na minha opinião, não seja a melhor escolha por ser relativamente porosa, macia e clara. Portanto, se não for envernizada, a escala poderá sujar rapidamente. A vantagem desta madeira é que, além de ser leve, de acordo com Gustavo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 4880 metros por segundo, um bom número.</p>
<p><strong>Mogno –</strong> É conhecida por ter sido adotada pela Gibson na década de 70. De acordo com a pesquisa de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 3464 metros por segundo. Trata-se de uma madeira de densidade média, porém é, geralmente, menos densa que o Maple.</p>
<p><strong>Marupá –</strong> Madeira de média densidade, vulgarmente conhecida como Caixeta, por ser utilizada também na fabricação de caixas de feiras. Por ser bastante utilizada na construção de corpos de guitarras e baixos, é garantia de um instrumento leve. Segundo Amorim Fernandes, que fez uma ampla pesquisa sobre o assunto, assim como o Mogno, o Marupá é uma madeira de “média densidade e baixa velocidade de propagação” do som. Geralmente os instrumentos fabricados com ela são pintados pelo fato de a madeira não ser bonita. </p>
<p><strong>Poplar –</strong> Madeira bastante leve, com características sonoras similares ao Marupá. De acordo com o trabalho de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 5052 metros por segundo.</p>
<p><strong>Spruce –</strong> É utilizada apenas nos tampos de guitarras acústicas, semi-acústicas e violões, por ser uma madeira leve e com boa resposta. Segundo o estudo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 5180 metros por segundo, excelente velocidade.</p>
<p><strong>Pau-marfim –</strong> embora seja clara como o Maple, esta madeira brasileira possui alta densidade. Em questão de sonoridade, por ser uma madeira densa e dura, na escala pode ser substituída pelo Jacarandá.</p>
<p>Abraço</p>
<p><strong>Vitor Gomes</strong> é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.</p>
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		<title>A madeira no instrumento</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 23:43:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A influência da madeira no timbre do instrumento é um assunto que provoca dúvidas não apenas em músicos, mas também em muitos luthiers. Afinal, o timbre é resultado da combinação entre captadores, jogo de cordas, regulagem, equalização, pegada e, claro, o tipo de construção e madeira utilizada no instrumento.
Focaremos, neste texto, apenas as madeiras como agentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A influência da madeira no timbre do instrumento é um assunto que provoca dúvidas não apenas em músicos, mas também em muitos luthiers. Afinal, o timbre é resultado da combinação entre captadores, jogo de cordas, regulagem, equalização, pegada e, claro, o tipo de construção e madeira utilizada no instrumento.</p>
<p>Focaremos, neste texto, apenas as madeiras como agentes influenciadores. No que diz respeito à qualidade desta matéria prima para construção de instrumentos musicais elétricos, defendo a idéia de que não é certo classificá-las como boas e ruins – mesmo porque estes tipos de instrumentos não requerem os mesmos cuidados que os instrumentos acústicos durante a escolha da madeira.</p>
<p>Entendo que o mais correto é afirmar que as madeiras proporcionam resultados sonoros diferentes. Afinal, estamos falando de uma matéria prima natural e sofre alterações; tanto que dois instrumentos feitos com a madeira de uma mesma árvore podem proporcionar timbres sutilmente diferentes. Isso porque uma peça retirada do centro de uma árvore certamente será mais densa do que outra extraída das extremidades – e, como diz o engenheiro florestal Gustavo de Amorim Fernandes, que fez uma ampla pesquisa sobre o assunto, “existem inúmeras características que podem definir o timbre de uma madeira, até mesmo variações dentro de uma mesma árvore”.</p>
<p>Em seu estudo, Amorim Fernandes diz que a escolha da madeira não é “um critério definitivo de uma espécie para a fabricação do instrumento musical, e sim um indicativo de suas potencialidades”. Portanto, apontar se esta ou aquela madeira é a melhor é pura bobagem, pois se trata de uma questão puramente subjetiva, de gosto pessoal.</p>
<p>No entanto, no mercado de instrumentos musicais imperam algumas espécies de madeiras que ao longo das décadas foram testadas e apontadas como propícias para tal finalidade. E por causa do forte tradicionalismo criado no setor, muitos dos instrumentos fabricados aqui no Brasil (que possui uma das mais ricas diversidades florais do mundo) são feitos com madeiras importadas, como o Ash e o Maple.</p>
<p>Mas não é só. A maioria das guitarras e contrabaixos, independentemente de a fábrica ser ou não nacional, possuem corpos feitos em Agathis, Alder, Ash, Basswood, Maple, Mogno, Poplar e Spruce (tampo de guitarras semi-acústicas). Nos braços as preferências são o Maple, Mogno, Cedro e Walnut; enquanto as escalas são feitas em Maple, Jacarandá (Rosewood) e Ébano. Claro que estas não são as únicas madeiras utilizadas na fabricação de instrumentos, mas são as mais adotadas pelas fábricas mais tradicionais e populares, como Gibson, Epiphone, Fender, PRS, Yamaha, Music Man, Ibanez e a nacional Tagima.</p>
<p>É importante ressaltar que, por causa do tradicionalismo, é possível se deparar com uma guitarra Menphis feita com as mesmas espécies utilizadas em uma Fender americana. Embora possam possuir as mesmas, madeiras o que vai diferenciar uma da outra é a qualidade da construção e das peças, como, por exemplo, a captação.</p>
<p>Mas, embora exista tradição em usar determinadas madeiras, há algumas marcas (como Tobias, Warwick e Hickembacker) que se arriscaram na utilização de madeiras menos convencionais, como as brasileiras Muiracatiara e Roxinho e as africanas Bubinga e Wengue. E o resultado do som destes instrumentos? Simplesmente fenomenal.</p>
<p>Abraço</p>
<p><strong>Vitor Gomes</strong> é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.</p>
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		<title>Afinação das oitavas</title>
		<link>http://www.calangomusic.com.br/blog/2010/02/28/afinacao-das-oitavas/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 23:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Gomes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Afinação]]></category>
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		<description><![CDATA[Afinar as oitavas de um instrumento, ao contrário do que muitos pensam, não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Entendo que se trata de um trabalho que todos os músicos deveriam saber.Há luthiers e músicos que dizem conseguir afinar as oitavas “de ouvido”. Como este não é o meu caso – nem o da maioria -, vou ensiná-los [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afinar as oitavas de um instrumento, ao contrário do que muitos pensam, não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Entendo que se trata de um trabalho que todos os músicos deveriam saber.Há luthiers e músicos que dizem conseguir afinar as oitavas “de ouvido”. Como este não é o meu caso – nem o da maioria -, vou ensiná-los a afinar por meio do afinador elétrico.</p>
<p>O processo é simples, porém requer paciência – e muita. O primeiro passo é plugar o cabo no instrumento e no afinador. Se for um contrabaixo de quatro cordas, afine a corda mais grave (“mi”). Depois toque a mesma corda, porém uma oitava acima, apertando na casa 12. Caso o afinador indique que o instrumento esteja afinado, ótimo: um trabalho a menos.</p>
<p>No entanto, o mais provável é que as oitavas estejam desafinadas. Neste caso, se estiver com a afinação mais baixa, com uma chave de fenda (ou philips), solte o parafuso que movimenta o carrinho (da corda Mi, claro) da ponte. Se a afinação estiver mais alta, aperte o parafuso.</p>
<p>Em seguida, afine novamente a corda Mi solta. Teste novamente a afinação da oitava acima e vá ajustando a afinação até que fique perfeita.</p>
<p>Depois de afinada, inicie o mesmo processo na corda Lá. Feito isso, antes de começar a afinação da corda Ré, confira se houve alteração nas cordas Mi e Lá.</p>
<p>Uma dica é não “encasquetar” se a afinação não estiver 100% perfeita. Pois se trata de uma tarefa que exige muita paciência e tempo. Além disso, uma pequena variação da madeira do braço pode fazer com que afinação das oitavas oscile. E se você, músico, ficar muito preocupado com isso, passará mais tempo afinando do que tocando &#8211; e nem sempre todos terão ouvidos suficientes (ou absolutos) para apreciar a superafinação de suas oitavas.</p>
<p>Espero que tenha ajudado</p>
<p>Abraço</p>
<p><strong>Vitor Gomes</strong> é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.</p>
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		<title>Violão Blues III</title>
		<link>http://www.calangomusic.com.br/blog/2010/01/25/violao-blues-iii/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 01:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Hector</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guitarra]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria Musical]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Mauro Hector
Olá, pessoal!
Falar de Improvisação é falar de solos. E, na minha opinião, para improvisar é preciso estar familiarizado com a harmonia da música, ou seja, seu solo será o reflexo da sua harmonia. E para este estudo é necessário falar de escalas. Antes de falar sobre as escalas mais usadas, cito um item [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Mauro Hector</strong></p>
<p>Olá, pessoal!</p>
<p>Falar de Improvisação é falar de solos. E, na minha opinião, para improvisar é preciso estar familiarizado com a harmonia da música, ou seja, seu solo será o reflexo da sua harmonia. E para este estudo é necessário falar de escalas. Antes de falar sobre as escalas mais usadas, cito um item fundamental na improvisação, que é a noção de Intervalos e suas Notas Alvos (target note).</p>
<p>Todo músico de blues, jazz, até mesmo rock, nos chama a atenção quando em seu solo ele faz belas escolhas de notas. É comum dizermos “que solo legal, que notas, que sentimento”, afinal uma boa nota vale mais do que mil. Basta escutar B.B.King, Eric Clapton, Miles Davis, John Scofield, Chett Baker, e perceberá o que digo.</p>
<p>Há muitos anos dedico-me pesquisando a importância das notas alvos. Participei de workshops de Mike Stern e Scott Henderson, onde esse foi o assunto foi abordado em capítulo fundamental na arte e técnica da improvisação. Se mestres dessa grandeza estudam o assunto, não há o que falar, vamos estudá-lo!</p>
<p>O que são as Notas Alvos? São as notas fundamentais da harmonia: as terças e sétimas.</p>
<p>Na prática, experimente gravar ou tocar com um amigo a harmonia apresentada no exemplo 2 desta matéria (Fast Change). Em seguida, toque sobre essa base as seguintes notas:</p>
<p>(Observe as notas abaixo dos acordes)</p>
<p>//   A7     /    D7    /     A7     /     %     /     D7     /     %     /     A7     /     %    /    E7    /    D7    /    A7     /    E7   //<br />
  C# G      F# C       C# G                       C F#                        G  C#                  G# D      F#  C       G C#    G#D</p>
<p>Você estará, então, tocando respectivamente a 3ª e 7ª dos acordes. No início pode soar frio, estranho e sem feeling, mas garanto que com o tempo você se surpreenderá com o som de blues que conseguirá. Seu blues ficará “power”!<br />
 <br />
Como já disse, necessitamos estudar escalas. Trata-se, porém, de um assunto extenso, que precisa de muito mais aprofundamento. Seguirei citando apenas alguns exemplos de escalas para apimentar um pouco mais o seu blues! A história não pára por aqui.<br />
 <br />
A escala que possui a melhor sonoridade para blues é a Escala Pentatônica menor 7. Dez entre dez músicos utilizam esta escala para o improviso.</p>
<p><strong>Formação:</strong></p>
<p>Penta m7  = ( T 3b 4 5 7 8)   ,   (A   C   D   E   G   A )</p>
<p>É possível sofisticar o blues com escalas e tensões, a exemplo do que grandes mestres do blues moderno como Robben Ford e Scott Henderson fazem. A dica é sobre um acorde M7 sobrepor a Pentatônica M6 (T    2     3      5      6      8 ) mais a m7 (T 3b 4 4# 5       7 8).</p>
<p>Agora uma tabela de escalas para improvisação sobre um blues em A.</p>
<p>A7 Escala Formação Notas Escute&#8230;</p>
<p>Am7 Penta Blues    /     T 3b 4  4#  5  7  8        /        A C D D#  E G       /      Eric Clapton<br />
A6 Penta Blues        /     T 2  3b  3  5  6  8          /        A B C C#  E F#       /      B.B.King<br />
Am6 Penta                /     T 3b  4  5  6   8              /        A  C  D  E F#           /        Robben Ford<br />
A7 Penta                   /      T  3  4  5  7  8                /        A C#  D  E  G            /      Eric Johnson – J. Beck<br />
A7 Mixolídio          /      T  2  3  4 5  6  7  8        /        A B C# D E F# G     /      George Benson<br />
A7 Mixo 4#            /       T 2  3  4#  5  6 7 8       /        A B #  D# E F# G    /    Joe Pass</p>
<p>Para que a progressão do seu blues fique completa, transporte os exemplos acima para os demais acordes do blues: D7 e E7. Em seguida improvise com cada uma das escalas.</p>
<p>Uma boa dica é manter a paciência e perseverança nesse estudo, em alguns meses você terá um resultado surpreendente! Espero ter contribuído com seus estudos.</p>
<p>Até a próxima!</p>
<p>Bibliografia e discografias de referências:</p>
<p>CHIPKIN, Kenn. Real Blues Guitar.<br />
Riding with the King: Eric Clapton &amp; BB King: Music<br />
Robben Ford – Supernatural<br />
The Authorized Bootleg [LIVE] – Robben Ford<br />
Stevie Ray Vaughan &amp; Joe Satriani &#8211; Live &#8211; MTV Unplugged<br />
The Complete Recordings [BOX SET] &#8211; Robert Johnson</p>
<p><strong>Mauro Hector</strong> é guitarrista e violonista desde 1985. Compositor com dois CD lançados: “Sonoridades” e “Atitude Blues”. Dá aulas em Santos. Contato para shows, workshops e aulas pelo site <a href="http://www.maurohector.com.br">www.maurohector.com.br</a>. E-mail: <a href="mailto:maurohector@maurohector.com.br">maurohector@maurohector.com.br</a></p>
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		<title>Violão Blues II</title>
		<link>http://www.calangomusic.com.br/blog/2010/01/25/violao-blues-ii/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 01:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Hector</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guitarra]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria Musical]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Mauro Hector
Conforme combinamos, no texto anterior, agora vamos reconhecer algumas regras do estilo para podermos quebrá-las.
Vejamos:
Tradicionalmente, o blues tem 12 compassos seguidos da conhecida cadência I 7  IV7  V7,  com duas estruturas de variação:
1. Slow Change (Troca Lenta): quando o primeiro grau tem duração de quatro compassos.
 1           2         3          4        5          6        7        8        9       [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Mauro Hector</strong></p>
<p>Conforme combinamos, no texto anterior, agora vamos reconhecer algumas regras do estilo para podermos quebrá-las.</p>
<p><strong>Vejamos:</strong></p>
<p>Tradicionalmente, o blues tem 12 compassos seguidos da conhecida cadência I 7  IV7  V7,  com duas estruturas de variação:</p>
<p>1. Slow Change (Troca Lenta): quando o primeiro grau tem duração de quatro compassos.</p>
<p> 1           2         3          4        5          6        7        8        9       10        11        12<br />
// A7   /   %   /     %   /   %   /    D7   /   %  /  A7  /   %  /  E7   /   D7  /  A7  /  E7 //</p>
<p>2. Fast Change (Troca rápida): quando há troca já no primeiro compasso.</p>
<p>  1         2          3         4         5       6         7         8         9        10       11        12<br />
// A7  /   D7   /   A7   /   %   /   D7   /   %   /   A7   /   %   /   E7   /   D7   /   A7   /   E7  //</p>
<p>3. Turnaround: os dois últimos compassos (11º e 12º) são conhecidos como “Turnaround” porque são a “volta” do blues. Entre os mais usados estão:</p>
<p>a) //  A7   /   E7   //</p>
<p>b) // A7  D7   /   A7  E7 //</p>
<p>c) // A7  F#7  /    B7  E7 //</p>
<p>d) // A7  F#7   /   Bm7  E7 //</p>
<p>e) // A7  C7   /   B7  Bb7 //</p>
<p>f) // C#m75b  C7   /   Bm7  Bb7 //<br />
 </p>
<p>4. Blues Jazz Maior: muito utilizado por músicos como Joe Pass e Charlie Parker.</p>
<p>1          2               3          4                5        6              7          8         9              10         11              12<br />
// A7  /   D7  /   A7   /   Em7   A7   /   D7   /   D#dim   /   A7   /   F#7   /   Bm7   /   E7   /   A7     F#7   /   Bm7     E7 //<br />
5. Blues Menor: segue os padrões do primeiro e segundo exemplos, entretanto, utilizando acordes m7.</p>
<p>1                 2             3           4       5            6        7            8        9           10            11            12<br />
// Am7   /   Dm7   / Am7   /   %   /   Dm7  /   %    /   Am7   /   %   /   Em7   /   Dm7   /   Am7   /   Em7 //</p>
<p>Seguindo, é comum também o IV e V graus serem maiores com sétima:<br />
 1           2         3         4        5             6       7             8        9         10       11           12<br />
// Am7   /   %   /   %   /   %   /   D79   /   %   /   Am7  /  %   /   E7   /   D7   /   Am7   /   E79# //</p>
<p>Abaixo segue uma cadência bastante famosa e imortalizada por B.B.King em “The thrill is gone”, de importante citação:</p>
<p>  1             2         3         4       5           6       7             8       9                10       11            12<br />
//  Am7   /   %   /   %   /   %   /   Dm7   /   %   /   Am7   /   %   /   Fmaj7   /   E7   /   Am7   /   %  //<br />
 <br />
Repare na mudança do 9º compasso onde aparece Fmaj7. Em alguns blues é comum encontrarmos também o F7.</p>
<p>Podemos citar como exemplo de Jazz-Blues Menor o seguinte trecho:</p>
<p>  1             2                   3            4                            5              6        <br />
// Am7   /   F7    E7   /   Am7   /   Em 75b   Eb7   /   Dm7    /  Bm 75b    E79b //</p>
<p>  7                          8                            9           10           11            12       <br />
//  Am7  Ab713  /   Gm7  Gb713   /   F79   /   E79#  /   Am7   /   E79# //</p>
<p>Para você tocar com sotaque e linguagem blues, é necessário observar fundamentalmente os “voicings” dos acordes. Experimente por exemplo, montar acordes somente com a tônica, a terça e a sétima. Esta sonoridade é que se pode chamar de “centrar a harmonia”.</p>
<p>É muito comum o músico de blues substituir acordes, afinal blues é sinônimo de improvisação, um blues nunca é tocado igual por duas vezes.</p>
<p><strong>Vejamos:</strong></p>
<p>O A7 pode ser substituído pelo C#m75b, pois C# é a terça maior do A, assim como G é a sétima do A, B é a nona e E é a quinta. Portanto, o som se transforma em A79, muito usual nos trabalhos de SRV e T-Bonne Walker.<br />
Observamos, também, que as tensões mais usadas no blues são 9 e 13. Por exemplo:</p>
<p>1             2            3               4                             5           6                 7                      8     <br />
// A713   /   D79   /   A713   /    E79    A713   /   D79   /   D# dim   /   A713   C79   /   Bm79    Bb79  //</p>
<p>Até a próxima.</p>
<p>Bibliografia e discografias de referências:</p>
<p>CHIPKIN, Kenn. Real Blues Guitar.<br />
Riding with the King: Eric Clapton &amp; BB King: Music<br />
Robben Ford – Supernatural<br />
The Authorized Bootleg [LIVE] – Robben Ford<br />
Stevie Ray Vaughan &amp; Joe Satriani &#8211; Live &#8211; MTV Unplugged<br />
The Complete Recordings [BOX SET] &#8211; Robert Johnson</p>
<p><strong>Mauro Hector</strong> é guitarrista e violonista desde 1985. Compositor com dois CD lançados: “Sonoridades” e “Atitude Blues”. Dá aulas em Santos. Contato para shows, workshops e aulas pelo site <a href="http://www.maurohector.com.br">www.maurohector.com.br</a>. E-mail: <a href="mailto:maurohector@maurohector.com.br">maurohector@maurohector.com.br</a></p>
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		<title>Limpeza do sistema elétrico</title>
		<link>http://www.calangomusic.com.br/blog/2010/01/25/limpeza-do-sistema-eletrico/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 00:39:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luthieria]]></category>

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		<description><![CDATA[Já constatei que muitos profissionais (ou não) para limparem o sistema elétrico de um instrumento utilizam óleo de spray, tipo WD-40. Acontece que nem de longe esta é a melhor opção. Em um primeiro momento, o produto pode até desobstruir a sujeira dos contatos de um potenciômetro, por exemplo. Porém, pouco tempo depois, uma quantidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já constatei que muitos profissionais (ou não) para limparem o sistema elétrico de um instrumento utilizam óleo de spray, tipo WD-40. Acontece que nem de longe esta é a melhor opção. Em um primeiro momento, o produto pode até desobstruir a sujeira dos contatos de um potenciômetro, por exemplo. Porém, pouco tempo depois, uma quantidade maior de poeira se acumulará na peça, por ela estar com resquício de óleo.</p>
<p>Portanto, o melhor produto para se limpar um sistema elétrico de um instrumento é o álcool isoproplílico, que, por ser volátil, é de secagem rápida.</p>
<p>Para entender melhor o processo correto de limpeza do sistema elétrico, acompanhe o passo a passo a seguir:<br />
Os materiais utilizados serão: álcool isopropílico, seringa e agulha, um pincel pequeno e cotonetes.</p>
<ul>
<li>O primeiro passo é embeber o cotonete no álcool isopropílico. Em seguida penetre-o e esfregue-o na fêmea (jack), para remover toda a sujeira acumulada.</li>
<li>Abra a tampa do sistema elétrico.</li>
<li>Com a seringa, injete álcool isopropílico nos em todas as entradas dos potenciômetros. Gire-o até que a sujeira seja removida. Proceda da mesma forma com a chave seletora.</li>
<li>Se os ruídos não forem sanados, remova cuidadosamente a tampa dos potenciômetros e, com a seringa e um pincel fino, faça uma limpeza mais profunda. Mas apenas arrisque fazer isso se tiver certeza da sua capacidade e preparo técnico. Caso contrário, poderá comprometer as peças eletrônicas de seu instrumento. Se este for o caso, o sensato é confiar seu instrumento nas mãos de um profissional capacitado.</li>
<li>Se mesmo assim, o problema persistir, é porque está na hora de trocar a peça. </li>
<li>Em cidades litorâneas, como Santos (onde os componentes eletrônicos enferrujam e oxidam com facilidade), o ideal é que uma limpeza de manutenção seja feita a cada seis meses, no máximo a cada ano. Desta forma você poderá aumentar consideravelmente a “expectativa de vida” do seu instrumento.</li>
</ul>
<p>Espero que o texto tenha sido útil</p>
<p>Abraços</p>
<p><strong>Vitor Gomes</strong> é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.</p>
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		<title>Desmistificando a blindagem</title>
		<link>http://www.calangomusic.com.br/blog/2010/01/25/desmistificando-a-blindagem/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 00:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luthieria]]></category>
		<category><![CDATA[baixo]]></category>
		<category><![CDATA[blindagem]]></category>
		<category><![CDATA[guitarra]]></category>
		<category><![CDATA[sistema elétrico]]></category>

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		<description><![CDATA[Opa, caros leitores!
Muitos clientes antes de pedirem para fazer uma blindagem em seu instrumento logo perguntam se o recurso deixará seu instrumento com menos som. A resposta é “não”. Ao blindar um instrumento, aterra-se todo o seu sistema elétrico, fazendo com o os ruídos e interferências geradas pelo campo eletromagnético sejam eliminadas.
Tive poucos casos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Opa, caros leitores!</p>
<p>Muitos clientes antes de pedirem para fazer uma blindagem em seu instrumento logo perguntam se o recurso deixará seu instrumento com menos som. A resposta é “não”. Ao blindar um instrumento, aterra-se todo o seu sistema elétrico, fazendo com o os ruídos e interferências geradas pelo campo eletromagnético sejam eliminadas.</p>
<p>Tive poucos casos de clientes que vieram à minha oficina reclamaram da blindagem feita por um outro luthier, dizendo que ao invés de cortar os ruídos, o recurso acentuava-os. Isso acontece porque, se a blindagem não for bem feita, ela poderá virar uma antena, fazendo com que seu instrumento sintonize até estações de rádio. Uma boa blindagem (que funcione de fato) requer atenção, capricho e materiais de ótima qualidade: folha de cobre ou latão.   </p>
<p>Já vi algumas blindagens feitas com papel rochedo e papel alumínio. O problema é que estes materiais são muito frágeis, rasgam com facilidade, além de não aderirem bem o estanho da solda. Outro ponto importante para se obter uma boa blindagem é a substituição da fiação original por outra com malha, que deverá se aterrada.</p>
<p>Vale esclarecer que nem sempre a blindagem elimina todas as interferências do instrumento. Isso porque, conforme explica o luthier Edmar Luighi (no livro Guia Ilustrado do Baixo, editora Hmp) “todos os tipos de bobina (de captação, claro) são suscetíveis a interferências de radiação eletromagnéticas”. E é justamente por isso que os single coil “captam zumbido ou interferência de amplificadores ou outros equipamentos elétricos próximos a ele”. Existe ainda a possibilidade de se blindar o captador. Em casos de humbucker, quando feita uma blindagem completa (que inclui o sistema elétrico, as fiações e captadores) os chiados podem ser reduzidos a zero, porém isso nem sempre acontece quando a captação é single coil.</p>
<p>Espero que este texto tenha sido esclarecedor.<br />
 <br />
Abraço e até mais</p>
<p><strong>Vitor Gomes</strong> é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.</p>
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		<title>Cordas pesadas ou leves?</title>
		<link>http://www.calangomusic.com.br/blog/2010/01/25/cordas-pesadas-ou-leves/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 00:24:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luthieria]]></category>

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		<description><![CDATA[No texto anterior interagimos para conhecer melhor o que o mercado de encordoamento tem a oferecer ao som nosso de cada dia. Continuaremos a escrever sobre cordas, mas desta vez o tema será mais prático e, com certeza, ajudará o leitor na escolha certa para obter o timbre desejado.
No mercado, os jogos de cordas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No texto anterior interagimos para conhecer melhor o que o mercado de encordoamento tem a oferecer ao som nosso de cada dia. Continuaremos a escrever sobre cordas, mas desta vez o tema será mais prático e, com certeza, ajudará o leitor na escolha certa para obter o timbre desejado.</p>
<p>No mercado, os jogos de cordas de guitarra mais comercializados são os de numeração 0.8, 0.9, 0.10, 0.11 e 0.12 (partindo da “mizinha”, sempre). Porém, não devemos esquecer que ainda temos os jogos 0.13. Nas linhas que seguem, segue uma breve explicação sobre cada numeração.</p>
<p><strong>0.08 –</strong> Corda bastante leve (quase um fio de cabelo). É indicada para estilos que exijam solos e execução de técnicas em alta velocidade, como heavy-metal. O inconveniente é que esta numeração é muito frágil, e a “mizinha” pode se romper com facilidade, principalmente se o músico não estiver adaptado com esse tipo de encordoamento. Além disso, por serem leves, essas cordas proporcionam um som um tanto magro.</p>
<p><strong>0.09-</strong> Numeração bem aceita entre os guitarristas que tocam em instrumentos com ponte flutuante, principalmente os vidrados em Van Hallen, Satriani e Steve Vai, que gostam de se exibir entre bends, tappings e arpejos ultrarápidos. Essa numeração cai bem em vários e diferentes estilos. Quem usa(va) segundo pesquisas na internet: George Harrinson, Satriani, Van Hallen.</p>
<p><strong>0.10-</strong> Trata-se de uma numeração bastante versátil (se não for a mais). Isso porque esta opção é garantia de timbre mais &#8220;encorpado&#8221; do que os jogos 0.8 e 0.9, podendo ser usada tanto para base quanto para solos que exijam velocidade. Além disso, pode ser utilizada em guitarras com ponte flutuante. Quem usa(va): segundo pesquisas na internet: Jimi Hendrix, Eric Clapton, John Mayer, B.B. King.</p>
<p><strong>0.11 e 0.12 –</strong> Por serem numerações mais rígidas, são indicadas para guitarras com ponte fixa, como os modelos Satratocasters, Les-Paul&#8217;s, além das semi-acústicas. Essas numerações são mais pesadas e dificultam técnicas como bends e tappings. Portanto, não são indicadas para guitarristas fãs de Satriani, Malmesten e Vai. Porém, são as escolhas certas dos blueseiros e jazzistas, pelo corpo extra que estas numerações proporcionam ao timbre. Quem usa(va) segundo pesquisas na internet: Slash (0.11), Malcolm Youn (0.12)</p>
<p><strong> 0.13 –</strong> Jogo extremamente duro e pesado. Se o músico não tiver um bom preparo muscular nas mãos, provavelmente sertirá dificuldade ao tocar com esta numeração. Segundo pesquisas na internet, o jogo 0.13 é adotado por guitarristas como Steve Ray Vaughan e Zakk Wylde.</p>
<p>Abraço</p>
<p><strong>Vitor Gomes</strong> é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.</p>
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		<title>A corda ideal</title>
		<link>http://www.calangomusic.com.br/blog/2010/01/25/a-corda-ideal/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 00:19:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luthieria]]></category>

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		<description><![CDATA[Opa, caros leitores!
A pretensão deste texto não é apontar uma determinada marca como a melhor ou pior, mesmo porque essa é uma questão um tanto subjetiva, e defini-la não cabe a mim. Porém, não podemos descartar o fato que existem no mercado cordas com o timbre excepcional, como a Dardário e outras altamente duráveis, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Opa, caros leitores!</p>
<p>A pretensão deste texto não é apontar uma determinada marca como a melhor ou pior, mesmo porque essa é uma questão um tanto subjetiva, e defini-la não cabe a mim. Porém, não podemos descartar o fato que existem no mercado cordas com o timbre excepcional, como a Dardário e outras altamente duráveis, como a Elixir. Portanto essa é uma questão de gosto pessoal. Assim, o desafio está lançado: avalie (entre 0 e 10) as cordas que você já usou e escreva suas vantagens e desvantagens, para que outros músicos possam compartilhar a sua experiência.</p>
<p>Abraço e até mais  </p>
<p><strong>Vitor Gomes</strong> é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.</p>
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