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26 ago

Tocando bateria junto com a música (Levadas Pop Rock – Parte 2)

Postado por Bruno Ferreira na categoria: Bateria

Olá amigos bateristas do blog da Calango Music tudo bem?

 Hoje vamos dar continuidade ao estudo de levadas no contexto Pop Rock, onde a idéia principal é que você fique familiarizado com o vocabulário desse estilo e ao escutar as suas músicas preferidas, compreenda o que o baterista está fazendo e como o que ele faz interage com o resto da banda. Comece em 60 bpm, depois vá subindo o andamento até aonde preferir. Lembre-se de respeitar seu limite, o mais importante ao tocar essas levadas é obter o controle delas e tirar um bom som.

No exercício anterior o bumbo e a caixa estavam sempre sendo tocados na cabeça do tempo ou no “E” , dessa vez também vamos ver eles sendo tocados na segunda e na quarta semicolcheia, acontecerá um deslocamento. O chimbal continua sendo tocado em colcheias (na cabeça do tempo e no “E”), abaixo fiz uma notação mostrando isso: 

 

 

 

 

 

Pratique bastante e em diferentes volumes, a velocidade será uma consequência. Na partitura eu propus o chimbal fechado, mas experimente abri-lo, tocar no condução, no prato de ataque, no surdo, enfim, sua criatividade determinará as possibilidades. Depois de praticar bastante com o metrônomo, pratique com a trilha disponível para baixar aqui no blog.

Dessa vez será um loop com o riff de uma música do Red Hot Chili Peppers – Snow .  As mesmas dicas anteriores continuam para esse estudo: pratique com um metrônomo, use proteção auricular, escute bastante música, assista shows, vídeos de suas bandas, bateristas favoritos e o mais importante de tudo: se divertir e estar feliz com o que está fazendo.

 

Bons estudos, um abraço e até a próxima.

  

 Bruno Ferreira

Professor de bateria, leciona aulas particulares em seu estúdio, e em uma escola de música e atua como músico free-lancer acompanhando músicos da região, entre eles Luccas Trevisani.

 

Contato: (13) 3062-3770 / (13) 8123-1576

 

brunoferreirabaterista@hotmail.com

 

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20 ago

Tocando bateria junto com a música (Levadas Pop Rock – Parte 1)

Postado por Bruno Ferreira na categoria: Bateria

Olá amigos bateristas do blog da Calango Music tudo bem?

Hoje vamos dar inicio ao estudo de levadas no contexto Pop Rock, onde a idéia principal é que você fique familiarizado com o vocabulário desse estilo e ao escutar as suas músicas preferidas, compreenda o que o baterista está fazendo e como o que ele faz interage com o resto da banda.

Mas para isso acontecer você precisa praticar bastante essas levadas com um metrônomo. Comece em 60 bpm, depois vá subindo o andamento até aonde preferir. Lembre-se de respeitar seu limite, o mais importante ao tocar essas levadas é obter o controle delas e tirar um bom som.

A velocidade será uma consequência, pratique em diferentes volumes, na partitura eu propus o chimbal fechado, mas experimente abri-lo, tocar no condução, no prato de ataque, no surdo, enfim, sua criatividade determinará as possibilidades.

Depois de praticar bastante com o metrônomo, pratique com a trilha que está disponível para baixar aqui no blog.
Lynyrd Skynyrd – Sweet Home Alabama
Essa trilha é um loop com um riff da música Sweet Home Alabama do Lynyrd Skynyrd. Lembre-se de estudar com um metrônomo, praticar bastante, usar proteção auricular, e o mais importante de tudo: se divertir e estar feliz com o que está fazendo.

Bons estudos, um abraço e até a próxima.

Bruno Ferreira – Professor de bateria, leciona aulas particulares em seu estúdio, e em uma escola de música e atua como músico free-lancer acompanhando músicos da baixada santista, entre eles Luccas Trevisani.

Contato: (13) 3062-3770 / (13) 8123-1576
E-mail: brunoferreirabaterista@hotmail.com

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11 abr

Brilho nos trastes

Postado por Vitor Gomes na categoria: Luthieria

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Engana-se quem pensa que manter os trastes sempre reluzentes é pura frescura. Trastes brilhantes não são apenas uma mera questão de estética e higiene. Quando limpos e conservados são a garantia de maior facilidade na execução de técnicas como bends. No entanto, fica a pergunta: qual a melhor maneira de deixá-los sempre impecáveis, livre de zinabre e gordura?

Alguns “manuais†de lutheria aconselham o uso de esponja de aço na manutenção dos trastes. Porém, o uso deste material pode ser uma “faca de dois gumesâ€: ao mesmo tempo em que ele remove a sujeira pode riscar e gastar os trastes, fazendo com que o instrumento “trasteje†ou perca sutilmente a afinação. Portanto, o mais indicado é fazer a manutenção utilizando apenas um frasco de limpa metais (como Brasso ou Kaol), estopa e fita-crepe.

Abaixo, explicarei passo a passo a forma mais correta de limpar os trastes:

• Remova todas as cordas do instrumento.
• Com a fita-crepe, cubra todas as casas da escala de seu instrumento, deixando apenas os trastes expostos.
• Certifique-se de que a madeira da escala está bem protegida e isolada.
• Embeba um chumaço de estopa no limpa metais.
• Esfregue o produto contra os trastes. Note que a estopa logo ficará escura. Este é o momento de substituí-la por outra limpa, para que o resultado do trabalho seja satisfatório.

Um conselho: só faça a limpeza antes de regular seu instrumento, pois o ato de remover as cordas de seu instrumento com certeza alterará, no mínimo, o ajuste do tensor e a afinação das oitavas.

Espero que tenham gostado das dicas

Abraço e até mais

Vitor Gomes é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.

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28 fev

Potencialidades das madeiras

Postado por Vitor Gomes na categoria: Luthieria

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No texto anterior, conhecemos as madeiras mais utilizadas na construção de instrumentos musicais. Agora, falaremos um pouco das potencialidades sonoras e características de cada espécie. Existe uma série de fatores que influem nesta questão, como densidade, dureza, flexibilidade, tempo de velocidade de propagação sonora, freqüência de vibração, ressonância, umidade entre outros. No entanto, a intenção deste texto não é apresentar dados estatísticos nem mesmo um amplo estudo sobre o tema, mas um breve comentário sobre as características das madeiras mais utilizadas na confecção de instrumentos elétricos.
 
Alder – Madeira de baixa densidade. Muitos músicos não gostam da sua aparência estética, mas concordam que ela favorece os médios e agudos. Segundo o estudo do engenheiro florestal Gustavo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 4836 metros por segundo.

Ash – Por ser uma madeira de densidade média, um instrumento com corpo feito em Ash é certamente mais pesado do que um em Alder, característica que favorece os médios e agudos. De acordo com o trabalho de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 4875 metros por segundo, neste aspecto é bastante similar ao Alder.

Basswood – Madeira extremamente leve. Utilizada na construção de corpos de guitarras maciças, como alguns modelos da Fender fabricados no Japão. Segundo a pesquisa de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 5687 metros por segundo, excelente número.

Cedro – Esta madeira nacional é bastante utilizada pelos instrumentos Tagima fabricados no Brasil. De densidade média, esteticamente esta madeira é bastante similar ao mogno. Porém, sua velocidade de propagação sonora é superior. De acordo com Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora do Cedro é de 4639 metros por segundo, enquanto a do mogno é de 3464 m/s.

Ébano – Trata-se de uma madeira africana muito rara. Por ser de alta densidade e cara, é utilizada apenas nas escalas de instrumentos “top de linha†ou feitos por luthiers. Segundo pesquisa, a velocidade de propagação sonora é de 4333 metros por segundo.

Jacarandá (Rosewood) – Madeira de alta densidade. Dentre os jacarandás, o mais apreciado é o baiano (nacional). Assim como o Ébano é usado nas escalas dos instrumentos. De acordo com o estudo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 3590 metros por segundo.

Maple – Esta é uma madeira que é utilizada tanto no braço quanto no corpo. Em alguns casos é possível encontrar, ainda, escalas feitas com essa madeira – embora, na minha opinião, não seja a melhor escolha por ser relativamente porosa, macia e clara. Portanto, se não for envernizada, a escala poderá sujar rapidamente. A vantagem desta madeira é que, além de ser leve, de acordo com Gustavo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 4880 metros por segundo, um bom número.

Mogno – É conhecida por ter sido adotada pela Gibson na década de 70. De acordo com a pesquisa de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 3464 metros por segundo. Trata-se de uma madeira de densidade média, porém é, geralmente, menos densa que o Maple.

Marupá – Madeira de média densidade, vulgarmente conhecida como Caixeta, por ser utilizada também na fabricação de caixas de feiras. Por ser bastante utilizada na construção de corpos de guitarras e baixos, é garantia de um instrumento leve. Segundo Amorim Fernandes, que fez uma ampla pesquisa sobre o assunto, assim como o Mogno, o Marupá é uma madeira de “média densidade e baixa velocidade de propagação†do som. Geralmente os instrumentos fabricados com ela são pintados pelo fato de a madeira não ser bonita. 

Poplar – Madeira bastante leve, com características sonoras similares ao Marupá. De acordo com o trabalho de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 5052 metros por segundo.

Spruce – É utilizada apenas nos tampos de guitarras acústicas, semi-acústicas e violões, por ser uma madeira leve e com boa resposta. Segundo o estudo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 5180 metros por segundo, excelente velocidade.

Pau-marfim – embora seja clara como o Maple, esta madeira brasileira possui alta densidade. Em questão de sonoridade, por ser uma madeira densa e dura, na escala pode ser substituída pelo Jacarandá.

Abraço

Vitor Gomes é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.

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28 fev

A madeira no instrumento

Postado por Vitor Gomes na categoria: Luthieria

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A influência da madeira no timbre do instrumento é um assunto que provoca dúvidas não apenas em músicos, mas também em muitos luthiers. Afinal, o timbre é resultado da combinação entre captadores, jogo de cordas, regulagem, equalização, pegada e, claro, o tipo de construção e madeira utilizada no instrumento.

Focaremos, neste texto, apenas as madeiras como agentes influenciadores. No que diz respeito à qualidade desta matéria prima para construção de instrumentos musicais elétricos, defendo a idéia de que não é certo classificá-las como boas e ruins – mesmo porque estes tipos de instrumentos não requerem os mesmos cuidados que os instrumentos acústicos durante a escolha da madeira.

Entendo que o mais correto é afirmar que as madeiras proporcionam resultados sonoros diferentes. Afinal, estamos falando de uma matéria prima natural e sofre alterações; tanto que dois instrumentos feitos com a madeira de uma mesma árvore podem proporcionar timbres sutilmente diferentes. Isso porque uma peça retirada do centro de uma árvore certamente será mais densa do que outra extraída das extremidades – e, como diz o engenheiro florestal Gustavo de Amorim Fernandes, que fez uma ampla pesquisa sobre o assunto, “existem inúmeras características que podem definir o timbre de uma madeira, até mesmo variações dentro de uma mesma árvoreâ€.

Em seu estudo, Amorim Fernandes diz que a escolha da madeira não é “um critério definitivo de uma espécie para a fabricação do instrumento musical, e sim um indicativo de suas potencialidadesâ€. Portanto, apontar se esta ou aquela madeira é a melhor é pura bobagem, pois se trata de uma questão puramente subjetiva, de gosto pessoal.

No entanto, no mercado de instrumentos musicais imperam algumas espécies de madeiras que ao longo das décadas foram testadas e apontadas como propícias para tal finalidade. E por causa do forte tradicionalismo criado no setor, muitos dos instrumentos fabricados aqui no Brasil (que possui uma das mais ricas diversidades florais do mundo) são feitos com madeiras importadas, como o Ash e o Maple.

Mas não é só. A maioria das guitarras e contrabaixos, independentemente de a fábrica ser ou não nacional, possuem corpos feitos em Agathis, Alder, Ash, Basswood, Maple, Mogno, Poplar e Spruce (tampo de guitarras semi-acústicas). Nos braços as preferências são o Maple, Mogno, Cedro e Walnut; enquanto as escalas são feitas em Maple, Jacarandá (Rosewood) e Ébano. Claro que estas não são as únicas madeiras utilizadas na fabricação de instrumentos, mas são as mais adotadas pelas fábricas mais tradicionais e populares, como Gibson, Epiphone, Fender, PRS, Yamaha, Music Man, Ibanez e a nacional Tagima.

É importante ressaltar que, por causa do tradicionalismo, é possível se deparar com uma guitarra Menphis feita com as mesmas espécies utilizadas em uma Fender americana. Embora possam possuir as mesmas, madeiras o que vai diferenciar uma da outra é a qualidade da construção e das peças, como, por exemplo, a captação.

Mas, embora exista tradição em usar determinadas madeiras, há algumas marcas (como Tobias, Warwick e Hickembacker) que se arriscaram na utilização de madeiras menos convencionais, como as brasileiras Muiracatiara e Roxinho e as africanas Bubinga e Wengue. E o resultado do som destes instrumentos? Simplesmente fenomenal.

Abraço

Vitor Gomes é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.

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