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28 fev

Potencialidades das madeiras

Postado por Vitor Gomes na categoria: Luthieria

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No texto anterior, conhecemos as madeiras mais utilizadas na construção de instrumentos musicais. Agora, falaremos um pouco das potencialidades sonoras e características de cada espécie. Existe uma série de fatores que influem nesta questão, como densidade, dureza, flexibilidade, tempo de velocidade de propagação sonora, freqüência de vibração, ressonância, umidade entre outros. No entanto, a intenção deste texto não é apresentar dados estatísticos nem mesmo um amplo estudo sobre o tema, mas um breve comentário sobre as características das madeiras mais utilizadas na confecção de instrumentos elétricos.
 
Alder – Madeira de baixa densidade. Muitos músicos não gostam da sua aparência estética, mas concordam que ela favorece os médios e agudos. Segundo o estudo do engenheiro florestal Gustavo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 4836 metros por segundo.

Ash – Por ser uma madeira de densidade média, um instrumento com corpo feito em Ash é certamente mais pesado do que um em Alder, característica que favorece os médios e agudos. De acordo com o trabalho de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 4875 metros por segundo, neste aspecto é bastante similar ao Alder.

Basswood – Madeira extremamente leve. Utilizada na construção de corpos de guitarras maciças, como alguns modelos da Fender fabricados no Japão. Segundo a pesquisa de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 5687 metros por segundo, excelente número.

Cedro – Esta madeira nacional é bastante utilizada pelos instrumentos Tagima fabricados no Brasil. De densidade média, esteticamente esta madeira é bastante similar ao mogno. Porém, sua velocidade de propagação sonora é superior. De acordo com Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora do Cedro é de 4639 metros por segundo, enquanto a do mogno é de 3464 m/s.

Ébano – Trata-se de uma madeira africana muito rara. Por ser de alta densidade e cara, é utilizada apenas nas escalas de instrumentos “top de linha” ou feitos por luthiers. Segundo pesquisa, a velocidade de propagação sonora é de 4333 metros por segundo.

Jacarandá (Rosewood) – Madeira de alta densidade. Dentre os jacarandás, o mais apreciado é o baiano (nacional). Assim como o Ébano é usado nas escalas dos instrumentos. De acordo com o estudo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 3590 metros por segundo.

Maple – Esta é uma madeira que é utilizada tanto no braço quanto no corpo. Em alguns casos é possível encontrar, ainda, escalas feitas com essa madeira – embora, na minha opinião, não seja a melhor escolha por ser relativamente porosa, macia e clara. Portanto, se não for envernizada, a escala poderá sujar rapidamente. A vantagem desta madeira é que, além de ser leve, de acordo com Gustavo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 4880 metros por segundo, um bom número.

Mogno – É conhecida por ter sido adotada pela Gibson na década de 70. De acordo com a pesquisa de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 3464 metros por segundo. Trata-se de uma madeira de densidade média, porém é, geralmente, menos densa que o Maple.

Marupá – Madeira de média densidade, vulgarmente conhecida como Caixeta, por ser utilizada também na fabricação de caixas de feiras. Por ser bastante utilizada na construção de corpos de guitarras e baixos, é garantia de um instrumento leve. Segundo Amorim Fernandes, que fez uma ampla pesquisa sobre o assunto, assim como o Mogno, o Marupá é uma madeira de “média densidade e baixa velocidade de propagação” do som. Geralmente os instrumentos fabricados com ela são pintados pelo fato de a madeira não ser bonita. 

Poplar – Madeira bastante leve, com características sonoras similares ao Marupá. De acordo com o trabalho de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 5052 metros por segundo.

Spruce – É utilizada apenas nos tampos de guitarras acústicas, semi-acústicas e violões, por ser uma madeira leve e com boa resposta. Segundo o estudo de Amorim Fernandes, a velocidade de propagação sonora é de 5180 metros por segundo, excelente velocidade.

Pau-marfim – embora seja clara como o Maple, esta madeira brasileira possui alta densidade. Em questão de sonoridade, por ser uma madeira densa e dura, na escala pode ser substituída pelo Jacarandá.

Abraço

Vitor Gomes é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.

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28 fev

A madeira no instrumento

Postado por Vitor Gomes na categoria: Luthieria

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A influência da madeira no timbre do instrumento é um assunto que provoca dúvidas não apenas em músicos, mas também em muitos luthiers. Afinal, o timbre é resultado da combinação entre captadores, jogo de cordas, regulagem, equalização, pegada e, claro, o tipo de construção e madeira utilizada no instrumento.

Focaremos, neste texto, apenas as madeiras como agentes influenciadores. No que diz respeito à qualidade desta matéria prima para construção de instrumentos musicais elétricos, defendo a idéia de que não é certo classificá-las como boas e ruins – mesmo porque estes tipos de instrumentos não requerem os mesmos cuidados que os instrumentos acústicos durante a escolha da madeira.

Entendo que o mais correto é afirmar madeiras proporcionam resultados sonoros diferentes apenas. Afinal, estamos falando de uma matéria prima natural e sofre alterações; tanto que dois instrumentos feitos com a madeira de uma mesma árvore podem proporcionar timbres sutilmente diferentes. Isso porque uma peça retirada do centro de uma árvore certamente será mais densa do que outra extraída das extremidades – e, como diz o engenheiro florestal Gustavo de Amorim Fernandes, que fez uma ampla pesquisa sobre o assunto, “existem inúmeras características que podem definir o timbre de uma madeira, até mesmo variações dentro de uma mesma árvore”.

Em seu estudo, Amorim Fernandes diz que a escolha da madeira não é “um critério definitivo de uma espécie para a fabricação do instrumento musical, e sim um indicativo de suas potencialidades”. Portanto, apontar se esta ou aquela madeira é a melhor é pura bobagem, pois se trata de uma questão puramente subjetiva, de gosto pessoal.

No entanto, no mercado de instrumentos musicais imperam algumas espécies de madeiras que ao longo das décadas foram testadas e apontadas como propícias para tal finalidade. E por causa do forte tradicionalismo criado no setor, muitos dos instrumentos fabricados aqui no Brasil (que possui uma das mais ricas diversidades florais do mundo) são feitos com madeiras importadas, como o Ash e o Maple.

Mas não é só. A maioria das guitarras e contrabaixos, independentemente de a fábrica ser ou não nacional, possuem corpos feitos em Agathis, Alder, Ash, Basswood, Maple, Mogno, Poplar e Spruce (tampo de guitarras semi-acústicas). Nos braços as preferências são o Maple, Mogno, Cedro e Walnut; enquanto as escalas são feitas em Maple, Jacarandá (Rosewood) e Ébano. Claro que estas não são as únicas madeiras utilizadas na fabricação de instrumentos, mas são as mais adotadas pelas fábricas mais tradicionais e populares, como Gibson, Epiphone, Fender, PRS, Yamaha, Music Man, Ibanez e a nacional Tagima.

É importante ressaltar que, por causa do tradicionalismo, é possível se deparar com uma guitarra Menphis feita com as mesmas espécies utilizadas em uma Fender americana. Embora possam possuir as mesmas, madeiras o que vai diferenciar uma da outra é a qualidade da construção e das peças, como, por exemplo, a captação.

Mas, embora exista tradição em usar determinadas madeiras, há algumas marcas (como Tobias, Warwick e Hickembacker) que se arriscaram na utilização de madeiras menos convencionais, como as brasileiras Muiracatiara e Roxinho e as africanas Bubinga e Wengue. E o resultado do som destes instrumentos? Simplesmente fenomenal.

Abraço

Vitor Gomes é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.

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28 fev

Afinação das oitavas

Postado por Vitor Gomes na categoria: Luthieria

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Afinar as oitavas de um instrumento, ao contrário do que muitos pensam, não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Entendo que se trata de um trabalho que todos os músicos deveriam saber.Há luthiers e músicos que dizem conseguir afinar as oitavas “de ouvido”. Como este não é o meu caso – nem o da maioria -, vou ensiná-los a afinar por meio do afinador elétrico.

O processo é simples, porém requer paciência – e muita. O primeiro passo é plugar o cabo no instrumento e no afinador. Se for um contrabaixo de quatro cordas, afine a corda mais grave (“mi”). Depois toque a mesma corda, porém uma oitava acima, apertando na casa 12. Caso o afinador indique que o instrumento esteja afinado, ótimo: um trabalho a menos.

No entanto, o mais provável é que as oitavas estejam desafinadas. Neste caso, se estiver com a afinação mais baixa, com uma chave de fenda (ou philips), solte o parafuso que movimenta o carrinho (da corda Mi, claro) da ponte. Se a afinação estiver mais alta, aperte o parafuso.

Em seguida, afine novamente a corda Mi solta. Teste novamente a afinação da oitava acima e vá ajustando a afinação até que fique perfeita.

Depois de afinada, inicie o mesmo processo na corda Lá. Feito isso, antes de começar a afinação da corda Ré, confira se houve alteração nas cordas Mi e Lá.

Uma dica é não “encasquetar” se a afinação não estiver 100% perfeita. Pois se trata de uma tarefa que exige muita paciência e tempo. Além disso, uma pequena variação da madeira do braço pode fazer com que afinação das oitavas oscile. E se você, músico, ficar muito preocupado com isso, passará mais tempo afinando do que tocando – e nem sempre todos terão ouvidos suficientes (ou absolutos) para apreciar a superafinação de suas oitavas.

Espero que tenha ajudado

Abraço

Vitor Gomes é jornalista e luthier pela Universidade Estadual de Música Tom Jobim.

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25 jan

Violão Blues III

Postado por Mauro Hector na categoria: Guitarra, Teoria Musical

Por Mauro Hector

Olá, pessoal!

Falar de Improvisação é falar de solos. E, na minha opinião, para improvisar é preciso estar familiarizado com a harmonia da música, ou seja, seu solo será o reflexo da sua harmonia. E para este estudo é necessário falar de escalas. Antes de falar sobre as escalas mais usadas, cito um item fundamental na improvisação, que é a noção de Intervalos e suas Notas Alvos (target note).

Todo músico de blues, jazz, até mesmo rock, nos chama a atenção quando em seu solo ele faz belas escolhas de notas. É comum dizermos “que solo legal, que notas, que sentimento”, afinal uma boa nota vale mais do que mil. Basta escutar B.B.King, Eric Clapton, Miles Davis, John Scofield, Chett Baker, e perceberá o que digo.

Há muitos anos dedico-me pesquisando a importância das notas alvos. Participei de workshops de Mike Stern e Scott Henderson, onde esse foi o assunto foi abordado em capítulo fundamental na arte e técnica da improvisação. Se mestres dessa grandeza estudam o assunto, não há o que falar, vamos estudá-lo!

O que são as Notas Alvos? São as notas fundamentais da harmonia: as terças e sétimas.

Na prática, experimente gravar ou tocar com um amigo a harmonia apresentada no exemplo 2 desta matéria (Fast Change). Em seguida, toque sobre essa base as seguintes notas:

(Observe as notas abaixo dos acordes)

//   A7     /    D7    /     A7     /     %     /     D7     /     %     /     A7     /     %    /    E7    /    D7    /    A7     /    E7   //
  C# G      F# C       C# G                       C F#                        G  C#                  G# D      F#  C       G C#    G#D

Você estará, então, tocando respectivamente a 3ª e 7ª dos acordes. No início pode soar frio, estranho e sem feeling, mas garanto que com o tempo você se surpreenderá com o som de blues que conseguirá. Seu blues ficará “power”!
 
Como já disse, necessitamos estudar escalas. Trata-se, porém, de um assunto extenso, que precisa de muito mais aprofundamento. Seguirei citando apenas alguns exemplos de escalas para apimentar um pouco mais o seu blues! A história não pára por aqui.
 
A escala que possui a melhor sonoridade para blues é a Escala Pentatônica menor 7. Dez entre dez músicos utilizam esta escala para o improviso.

Formação:

Penta m7  = ( T 3b 4 5 7 8)   ,   (A   C   D   E   G   A )

É possível sofisticar o blues com escalas e tensões, a exemplo do que grandes mestres do blues moderno como Robben Ford e Scott Henderson fazem. A dica é sobre um acorde M7 sobrepor a Pentatônica M6 (T    2     3      5      6      8 ) mais a m7 (T 3b 4 4# 5       7 8).

Agora uma tabela de escalas para improvisação sobre um blues em A.

A7 Escala Formação Notas Escute…

Am7 Penta Blues    /     T 3b 4  4#  5  7  8        /        A C D D#  E G       /      Eric Clapton
A6 Penta Blues        /     T 2  3b  3  5  6  8          /        A B C C#  E F#       /      B.B.King
Am6 Penta                /     T 3b  4  5  6   8              /        A  C  D  E F#           /        Robben Ford
A7 Penta                   /      T  3  4  5  7  8                /        A C#  D  E  G            /      Eric Johnson – J. Beck
A7 Mixolídio          /      T  2  3  4 5  6  7  8        /        A B C# D E F# G     /      George Benson
A7 Mixo 4#            /       T 2  3  4#  5  6 7 8       /        A B #  D# E F# G    /    Joe Pass

Para que a progressão do seu blues fique completa, transporte os exemplos acima para os demais acordes do blues: D7 e E7. Em seguida improvise com cada uma das escalas.

Uma boa dica é manter a paciência e perseverança nesse estudo, em alguns meses você terá um resultado surpreendente! Espero ter contribuído com seus estudos.

Até a próxima!

Bibliografia e discografias de referências:

CHIPKIN, Kenn. Real Blues Guitar.
Riding with the King: Eric Clapton & BB King: Music
Robben Ford – Supernatural
The Authorized Bootleg [LIVE] – Robben Ford
Stevie Ray Vaughan & Joe Satriani – Live – MTV Unplugged
The Complete Recordings [BOX SET] – Robert Johnson

Mauro Hector é guitarrista e violonista desde 1985. Compositor com dois CD lançados: “Sonoridades” e “Atitude Blues”. Dá aulas em Santos. Contato para shows, workshops e aulas pelo site www.maurohector.com.br. E-mail: maurohector@maurohector.com.br

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25 jan

Violão Blues II

Postado por Mauro Hector na categoria: Guitarra, Teoria Musical

Por Mauro Hector

Conforme combinamos, no texto anterior, agora vamos reconhecer algumas regras do estilo para podermos quebrá-las.

Vejamos:

Tradicionalmente, o blues tem 12 compassos seguidos da conhecida cadência I 7  IV7  V7,  com duas estruturas de variação:

1. Slow Change (Troca Lenta): quando o primeiro grau tem duração de quatro compassos.

 1           2         3          4        5          6        7        8        9       10        11        12
// A7   /   %   /     %   /   %   /    D7   /   %  /  A7  /   %  /  E7   /   D7  /  A7  /  E7 //

2. Fast Change (Troca rápida): quando há troca já no primeiro compasso.

  1         2          3         4         5       6         7         8         9        10       11        12
// A7  /   D7   /   A7   /   %   /   D7   /   %   /   A7   /   %   /   E7   /   D7   /   A7   /   E7  //

3. Turnaround: os dois últimos compassos (11º e 12º) são conhecidos como “Turnaround” porque são a “volta” do blues. Entre os mais usados estão:

a) //  A7   /   E7   //

b) // A7  D7   /   A7  E7 //

c) // A7  F#7  /    B7  E7 //

d) // A7  F#7   /   Bm7  E7 //

e) // A7  C7   /   B7  Bb7 //

f) // C#m75b  C7   /   Bm7  Bb7 //
 

4. Blues Jazz Maior: muito utilizado por músicos como Joe Pass e Charlie Parker.

1          2               3          4                5        6              7          8         9              10         11              12
// A7  /   D7  /   A7   /   Em7   A7   /   D7   /   D#dim   /   A7   /   F#7   /   Bm7   /   E7   /   A7     F#7   /   Bm7     E7 //
5. Blues Menor: segue os padrões do primeiro e segundo exemplos, entretanto, utilizando acordes m7.

1                 2             3           4       5            6        7            8        9           10            11            12
// Am7   /   Dm7   / Am7   /   %   /   Dm7  /   %    /   Am7   /   %   /   Em7   /   Dm7   /   Am7   /   Em7 //

Seguindo, é comum também o IV e V graus serem maiores com sétima:
 1           2         3         4        5             6       7             8        9         10       11           12
// Am7   /   %   /   %   /   %   /   D79   /   %   /   Am7  /  %   /   E7   /   D7   /   Am7   /   E79# //

Abaixo segue uma cadência bastante famosa e imortalizada por B.B.King em “The thrill is gone”, de importante citação:

  1             2         3         4       5           6       7             8       9                10       11            12
//  Am7   /   %   /   %   /   %   /   Dm7   /   %   /   Am7   /   %   /   Fmaj7   /   E7   /   Am7   /   %  //
 
Repare na mudança do 9º compasso onde aparece Fmaj7. Em alguns blues é comum encontrarmos também o F7.

Podemos citar como exemplo de Jazz-Blues Menor o seguinte trecho:

  1             2                   3            4                            5              6        
// Am7   /   F7    E7   /   Am7   /   Em 75b   Eb7   /   Dm7    /  Bm 75b    E79b //

  7                          8                            9           10           11            12       
//  Am7  Ab713  /   Gm7  Gb713   /   F79   /   E79#  /   Am7   /   E79# //

Para você tocar com sotaque e linguagem blues, é necessário observar fundamentalmente os “voicings” dos acordes. Experimente por exemplo, montar acordes somente com a tônica, a terça e a sétima. Esta sonoridade é que se pode chamar de “centrar a harmonia”.

É muito comum o músico de blues substituir acordes, afinal blues é sinônimo de improvisação, um blues nunca é tocado igual por duas vezes.

Vejamos:

O A7 pode ser substituído pelo C#m75b, pois C# é a terça maior do A, assim como G é a sétima do A, B é a nona e E é a quinta. Portanto, o som se transforma em A79, muito usual nos trabalhos de SRV e T-Bonne Walker.
Observamos, também, que as tensões mais usadas no blues são 9 e 13. Por exemplo:

1             2            3               4                             5           6                 7                      8     
// A713   /   D79   /   A713   /    E79    A713   /   D79   /   D# dim   /   A713   C79   /   Bm79    Bb79  //

Até a próxima.

Bibliografia e discografias de referências:

CHIPKIN, Kenn. Real Blues Guitar.
Riding with the King: Eric Clapton & BB King: Music
Robben Ford – Supernatural
The Authorized Bootleg [LIVE] – Robben Ford
Stevie Ray Vaughan & Joe Satriani – Live – MTV Unplugged
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